12 de Dezembro de 2018

Dique do Tororó: encontro com a natureza e ancestralidade bem no meio de Salvador

Para muita gente, o Dique do Tororó é só uma atração no meio do caminho de quem se desloca por Salvador. Para essa galera, vale passar o olho ou quem sabe tentar tirar uma foto de dentro do carro ou do busu. No entanto, o cartão postal tem potencial para ser ponto de entretenimento para quem viaja com crianças ou aqueles que gostam de aproveitar a viagem para fazer atividades ao ar livre, que vão de caminhadas corridas e remo. 

Dique do Tororó: encontro com a natureza e a ancestralidade no meio da cidade
(Foto: Reprodução / Fickr Samory Pereira Santos)

 

A lagoa de 110 mil metros quadrados não é própria para banho, além de tudo, é muito perigosa. Para dar a volta no Dique, percorre-se 2,5 km, a pé, de bicicleta ou de carro. No caminho, dá para ver a Arena Fonte Nova, os famosos orixás do artista plástico Tati Moreno, barquinhos de passeio e pontos para exercício ao ar livre.

Se estiver com crianças (ou não!), pedalinhos são uma opção para tornar o passeio ainda mais interessante. Também dá para fretar barcos de pescadores e passear pela lagoa, se aproximando das enormes estátuas. Para isso, evite horários de sol forte e escolha o começo da manhã ou o fim da tarde. O lugar também tem grande potencial para receber piqueniques e atividades de grupos. 

Pedalinhos são opções de passeio para toda a família
(Foto: Reprodução / Fickr Samory Pereira Santos)

 

Se sua passagem pelo local for na hora do almoço ou à noite, aproveite para comer. O Dique possui dois restaurantes que valem a pena a parada. A Porteira tem fama pela comida regional, principalmente a carne do sol. Já a Cantina Cheiro de Pizza  oferece massas e rodízio de pizza. 

Nas manhãs de domingo, carros são proibidos de circular ao redor do Dique e a pista de carros se transforma em uma grande área de lazer com ciclovia, pista de patins e rodas de capoeira. 

O Dique, como é conhecido pelos soteropolitanos, fica aos pés da Arena Fonte Nova, estádio que foi reconstruído para a Copa do Mundo de Futebol de 2014. O lugar termina entrando no roteiro de quem não perde uma partida de futebol por onde passa. 

Almoçar com essa vista? Nada mal
(Foto: Reprodução / Instagram aporteira)

 

Originalmente, o Dique do Tororó foi uma represa construída no século 17, com a função de proteger a cidade contra invasões. A partir do século 19, o local começou a ser aterrado para a expansão da cidade, reduzindo consideravelmente de tamanho. Atualmente é o único manancial natural de Salvador tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e tem grande importância para as religiões de matriz africana. Não é à toa as águas terem recebido os orixás de Tati Moreno, na reforma de 1998. O Dique do Tororó é um local sagrado para os adeptos do Candomblé, que fazem oferendas aos orixás em suas águas. 

Preste atenção: antes de se planejar para o passeio, dê uma pesquisada sobre as condições da água. É que, eventualmente, o mau cheiro toma a região e inviabiliza o passeio. 

Dique do Tororó: majestoso no meio de Salvador 
(Foto: Reprodução / Fickr Mário Marques)
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