17 de Outubro de 2018

Chegue com tudo em Mucugê: veja o que dá para fazer no primeiro dia na cidade

Além de uma fruta (veja vídeo abaixo), Mucugê é uma cidade preciosa a ser explorada na Chapada Diamantina. Destino para ficar pelo menos uns quatro, cinco dias. A cidade é charmosa, bem estruturada e oferece excelentes trilhas e atividades ao ar livre. Numa viagem dessa duração, pode até ser usada como base para passeios nas vizinhas Igatu, Andaraí e Ibicoara.

Foto: Reprodução Flickr / Rosanetur

 

A cerca de 480km de Salvador, a melhor forma de chegar a Mucugê é de carro. Diferentemente de Lençóis, que fica a 150km dali e tem uma oferta frequente de ônibus (até mais de um por dia), o transporte rodoviário para Mucugê é restrito. Ônibus direto só sai às sextas de Salvador, às 20h, pela Cidade Sol, com opção de retorno aos domingos e segundas. Se por um lado isso dificulta a circulação de turistas - sobretudo os mochileiros -, por outro ajuda a preservar a tranquilidade e a autenticidade do lugar praticamente encravado nas pedras da Serra do Sincorá. Assim, os restaurantes que os turistas frequentam são os mesmos que os locais. O mesmo vale para os banhos de cachoeiras.  

Foto: Reprodução Flickr / João Ramos / Setur

 

A viagem de carro vai levar pelo menos seis horas. Se fizer paradas no caminho, vai pra sete horas fácil. O ideal para aproveitar o dia é sair de Salvador cedo e chegar por lá na hora do almoço.  Por isso, listamos um roteiro para o dia de chegada, com direito a trilha leve, banho de cachoeira e refeições que vão fazer você deixar o cansaço de lado e amar o primeiro dia da viagem. 

Faça check in na pousada e já coloque roupa confortável para trilha e, por baixo, roupa de banho. Se ela ficar no centro histórico da cidade tombado pelo Iphan, aproveite para esticar as pernas. Procure saber onde fica o Restaurante de Dona Nena e certamente dará para ir a pé. Lá você vai encontrar comida caseira de verdade, no sistema a quilo. Tempero simples, comida da região, mas muito saborosa. Tem também opção vegetariana.

É quase como se você estivesse em casa de vó: sirva-se direto no fogão a lenha da cozinha e vá comer no quintal do casarão. Para sobremesa, preste atenção nos doces artesanais (R$ 6 o potinho). Aproveite para conversar com Dona Nena, que esbanja simpatia e pode ser sua primeira “guia” falando sobre a história de Mucugê e a cidade. Mas não se prolongue na prosa para dar tempo de fazer os primeiros passeios. 

Foto: Reprodução Flickr / Chico Ferreira

 

A primeira parada é o Cemitério Gótico Bizantino, o principal cartão postal da cidade. Dá até para ir a pé, mas para adiantar o lado faça o caminho de carro. Chegando lá, dê uma volta, admire a composição de montanha e túmulos brancos que apontam para o céu e tire umas fotos da paisagem. Do cemitério parte um caminho que leva até um cruzeiro, de onde se pode ver a cidade. Dependendo do seu ritmo, dá para subir nesse primeiro dia. Se não, deixe para outra oportunidade e siga para o Parque Natural Municipal de Mucugê. 

Foto: Reprodução Flickr / Rita Barreto / SeturO parque fica a cerca de 5km da cidade, na BA-142 (veja mapa abaixo), e funciona diariamente das 8h30 às 17h30. O local foi criado há cerca de 20 anos, como um projeto para preservar a sempre viva, espécie de flor natural da região que era muito explorada para arranjos e estava entrando em extinção. A arquitetura é inspirada nas casas dos garimpeiros, com laboratório, escritório, centro de visitantes, estacionamento, alojamentos para pesquisadores e o Museu Vivo do Garimpo. Preste atenção: até os banheiros foram feitos entre as pedras da região. A entrada custa R$ 20 e dá direito à visitação do projeto e acesso a três cachoeiras: Piabinha, Tiburtino e Andorinhas.

Escolha a cachoeira do Tiburtino, que tem 1,5 km e, apesar de algumas subidas e descidas, baixo grau de dificuldade. Percorrida a distância, o Tiburtino tem uma boa área para banho e queda d’água, o que pode variar a depender da quantidade de chuvas. Em geral, costuma chover na região entre novembro e fevereiro, mas com a mudança climática, isso não é mais certo. Não deixe para ir muito no fim da tarde. Vá no máximo até umas 15h30, pois sair da água gelada e não ter sol é difícil e percorrer o caminho no escuro pior ainda. 

Foto: Reprodução Instagram

 

De volta á pousada, descanse um pouco, mas não se entregue ao friozinho de montanha e seus cobertores. O local mais recomendado para jantar é a Pizza da Garagem e, por isso mesmo, costuma ser bastante disputado. O local funciona diariamente, das 18h30 às 22h. Chegue cedo para não pegar fila e ter que esperar. O estabelecimento nasceu realmente numa garagem, mas com o sucesso mudou de endereço. Atualmente, desfruta de boa estrutura, aconchegante. A receita tem massa fina e molho saboroso, assinados pelo italiano Max, mais um que se rendeu aos encantos de Mucugê.  

Foto: Reprodução Instagram

 

As pizzas são servidas em dois tamanhos: R$ 18 (individual, com quatro fatias) e R$ 30 (oito fatias). Preste atenção: os sabores doces e salgados foram batizados com nomes de moradores da cidade. 
Para terminar o dia é só dar mais uma volta na praça, apreciando os casarios e suas jardineiras. Depois, voltar para o hotel e descansar para a trilha do próximo dia. 

Se ligue!
As possibilidades do primeiro dia em Mucugê são apenas o começo de tudo que a viagem por lá pode oferecer, inclusive, experimentar a fruta que dá nome à cidade. Encontrá-la não é tarefa fácil, mas assista ao vídeo abaixo e vá escolado para saber identificá-la. 

 

Como chegar
De Salvador, existem duas possibilidades:
- Pegar a BR 324, em seguida a estrada do Feijão passando por Ipirá e Itaberaba (BR 242) e depois a BA 142 (passando por Andaraí). Total: 481 km
- Pegar a BR 324, depois a BR 116, BR 242 e as BAs 046, 245 e 142. Total: 452km

 

Preços e serviços apurados em setembro de 2017

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