20 de Setembro de 2019

Descubra Lençóis, o Portal da Chapada Diamantina

Foto: Wikicommons

Lençóis é conhecida como o Portal da Chapada Diamantina, fica a cerca de 430 quilômetros de Salvador. Seu conjunto paisagístico e arquitetônico foi tombado em 1973 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A cidade, que cresceu em função de suas riquezas minerais, mais precisamente do diamante, hoje recebe turistas que estão em busca das suas riquezas naturais: rios, cachoeiras e trilhas em meio do mato. Deu vontade de conhecer? Se liga nessas dicas.

Ir em Lençóis é sinônimo de ter um encontro com a natureza. E isso pode ser pertinho do perímetro urbano. A cidade tem poços e cachoeiras que os turistas conseguem chegar com pouco tempo de caminhada saindo do centro. Um deles é o Parque Municipal do Serrano, um dos mais visitados da região. Ele conta com atrações como o Salão de Areias Coloridas, piscinas naturais dos Caldeirões, onde foi encontrado o primeiro diamante de Lençóis e também as cachoeiras da Primavera e Cachoeirinha, além do Poço Halley e um mirante. A trilha é bem levinha e dá para fazer tudo sem carro. Para os amantes de esportes radicais, o Serrano é o lugar perfeito para fazer rapel ou escaladas.

Outra trilha que se consegue fazer sem precisar de carro é o passeio para Cachoeira do Sossego, uma das mais atrativas da Chapada Diamantina. Essa caminhada já é um pouco mais pesada, envolve subidas e descidas, além de passar pelo rio e caminhar entre pedras, tem cerca de 14 quilômetros (quase duas horas). A recompensa é um delicioso banho no poço e um visual que é um dos mais lindos da Chapada. É importante contratar um guia para fazer esse passeio, caso não conheça a trilha. Se ainda rolar energia, faça a trilha para o Ribeirão do Meio (existem pacotes com guias que fazem essa trilha casada por R$ 132). Se preferir pode fazer só ela também, demora cerca de 45 minutos saindo do centro de Lençóis. Se for fazer só ela, dá até para dispensar om guia, porque trata-se de uma trilha relativamente fácil. É importante apenas ficar atento à parte de pedras para não se perder. Chegando lá, aproveite a descida no “Rala Bunda”, um tobogã natural de pedra que desemboca no Ribeirão de Baixo.

Depois das trilhas e de gastar bastante energia, que tal matar a fome? Lençóis tem diversos restaurantes, bares, cafés, barracas que vendem comida. Difícil mesmo é escolher entre uma delas. Se você curte comida italiana não pode deixar de ir no Maria Bonita. O restaurante produz artesanalmente todas as suas massas e molhos com ingredientes naturais e orgânicos. O sabor é incrível, os preços são um pouco salgados, mas justos. Dá para comer um espaguete a partir de R$ 34. Experimente o Tagliolini ai Gamberi, que traz camarões salteados e molho pesto de manjericão. Custa a partir de R$ 42. 

Outra boa opção para comer é o Namoranga Restaurante, que serve o melhor da comida regional com opções para veganos e onívoros, tudo preparado com atenção da própria dona do espaço, dona Leila. Um dos pratos mais bombados no restaurante é a Jacalhoada, um prato feito com jaca, que serve bem duas pessoas e custa R$ 40. Na maior parte das vezes o prato vegano é mais barato que um com carne, mas não menos saboroso. A palma com camarão também deliciosa custa R$ 60. 

Depois de se esbaldar nos pratos salgados, não deixe de passar no Café do Mato para a sobremesa. O local oferece crepes e massas em seu cardápio. O de caponata de berinjela é uma delícia (R$ 32), mas a gente aconselha que você prove o de doce de leite com banana e canela para arrematar a refeição, custa R$ 25. O local tem mesas na rua e dentro. Pode ser que você só consiga lugar na mesa para 10 pessoas e tenha que dividir com desconhecidos, o que torna a experiência mais divertida. 

Mas se você estiver apenas querendo uma solução rápida para matar a fome entre uma trilha e outra, no meio do dia, pode almoçar no O Bode Restaurante, um restaurante com bufê a quilo. E nem se preocupe se for lá apenas às 15h. Esse horário ainda dá para achar comida, talvez sem tanta variedade, mas encontra. Um dos fortes da casa e que sempre está sendo reposta é a farofa de soja, crocante e saborosa. Assim como ela, outras coisas aparecem quase todos os dias no cardápio, como o refogado de palma. Experimente também o bode cozido. Tem opções de salada e, se você for vegetariano ou vegano, come bem sem prejuízo. Experimente um dos sucos de fruta para acompanhar o almoço. O quilo custa cerca de R$ 42.

Foto: TripAdvisor/Divulgação

Depois de tudo isso, é bom ter a certeza de que vai descansar em um lugar legal. A cidade tem mais de dois mil leitos à disposição entre pousadas, hotéis, albergues e camping. No Alcino Estalagem e Atelier, além de dormir bem e descansar, você terá uma experiência de hospedagem. O local, representado pelo seu dono, Alcino Caetano, recebe hóspedes como convidados em sua casa. Conta com quatro suítes com ar-condicionado e três quartos simples com banheiros compartilhados. O casarão em estilo colonial preservado é decorado com móveis antigos, azulejos e peças em cerâmica pintadas pelo proprietário que também é artista plástico. O café da manhã é um atrativo à parte, servido pelo próprio dono a cada um dos hóspedes com frutas, chás, café, sucos, iogurtes, toda sorte de pães, tortas, bolos e tapioca. Ficar lá custa R$ XXX por noite por pessoa. 

Se sua vibe for de hostel, dividir quarto e aproveitar para conhecer pessoas de diversos lugares do Brasil e do mundo, vale a pena se hospedar no Lençóis Hostel Chapada, no centro da cidade. Ele fica me uma casarão de 1870 totalmente renovado e preservado. O albergue possui  oito quartos, sendo cinco coletivos e três de casal, todos com banheiro privativo. A diária inclui café da manhã. No local dá para contratar passeios pela Chapada, se você preferir roteiros programados. Uma noite em um quarto compartilhado custa a partir R$ 46. 

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